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Dona Estefânia

Como tantas coisas boas da vida, uma queijada também nasce de um processo muito simples. O recheio leva queijo fresco de vaca, açúcar, gemas de ovo, farinha de trigo e um toque da canela. O queijo e os ovos são os ingredientes de eleição das queijadas que depois de enchidas as casquinhas, vão ao forno e já está! Quentes ou frias o importante é comê-las, lentamente…

A origem da queijada de Sintra remonta à época medieval, existem registos dos séculos XIII e XIV que as referem como forma de pagamento.
Ao contrário da queijada, apesar de ter raízes que se perdem no tempo, o travesseiro é mais recente. O travesseiro de Sintra é um doce feito com massa folhada. O recheio é à base de doce de ovos, amêndoa e açúcar; vai ao forno e aí está ele. Antes de comer, de preferência quentinho, é polvilhado com açúcar.

Esta estória começa quando o destino quis que as vidas de Pedro Gomes e Paulo Veríssímo se cruzassem e como nada acontece por acaso, coisas boas e doces aconteceram. Foram ambos guiados pelo sonho de fabricar queijadas e travesseiros de Sintra, fiéis às receitas tradicionais e artesanais de outrora, que passaram de geração em geração, quase intocáveis.

Pedro, Pasteleiro de profissão, com uma vasta experiência na área, Sintrense de gema, filho de uma família ligada há várias décadas ao fabrico de bolos é o responsável pela criação das nossas deliciosas queijadas e travesseiros. O Pedro é o nosso Chefe. Nas veias do Pedro também corre a paixão pelo desporto. O seu lema é “corpo são, mente sã”, mas com um pouco de açúcar.

Paulo, Economista de formação, com uma forte ligação ao movimento associativo Sintrense, com experiência profissional nas áreas da Gestão, Marketing e Comunicação, assume a responsabilidade da criação da Marca, colocando-a no mapa. O Paulo respira projetos e causas. Ser guloso é o seu ponto fraco.

Chegou o momento de partilhar o sonho e a estória do Pedro e do Paulo. O nosso maior desejo é simples, como de resto são as queijadas e os travesseiros: que a vossa vida fique mais doce. O nosso legado é claro: levem um pouco da Sintra doce nas vossas memórias e nas vossas barrigas.
Rainha D. ESTEFÂNIA
Filha do príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen, mais tarde General do Exército
Prussiano, Estefânia nasceu a 15 de julho de 1837 no Castelo de Krauchenwies,
na Alemanha. Pela sua inteligência, bondade e altruísmo, os reis Vitória e Alberto
de Inglaterra indicaram o seu nome ao jovem rei de Portugal, D. Pedro V, que
rapidamente veria nela a sua alma gémea, um anjo na Terra.
Reza a lenda que, ao desembarcar em Portugal, a 18 de maio de 1858, e fruto do
pesado diadema que suportava na cabeça, uma gota de sangue lhe escorreu
sobre a face. “A rainha vai morta”, ouviu-se por entre a multidão. E nem quando o
diadema foi trocado por uma coroa de flores, o prenúncio de morte se esbateu.
“Vai de capela”, sussurrou-se. Mais tarde, todos esses incidentes seriam
lembrados como sinais de agouro por um povo profundamente chocado com a
morte tão precoce de uma rainha ímpar, que poderia mudar o curso da história
portuguesa.
D. Estefânia, sabemo-lo hoje pelas cartas que trocou com a mãe e o marido,
preocupou-se com a política, com o desenvolvimento da agricultura portuguesa,
as condições de vida dos pobres, o ensino nas escolas públicas, a falta de
condições nos hospitais. Culta e pragmática, tinha também o dom de fazer sorrir
o rei. Ao que parece, era mesmo a única a consegui-lo… E não faltam relatos de
passeios de mãos dadas, por Lisboa e por Sintra, onde o casal passou a sua lua-
de-mel. O carinho e a sintonia que tinham um pelo outro eram evidentes, muito
embora se julgue que D. Estefânia tenha morrido virgem. Mito ou realidade?
Nunca o saberemos… Por comprovar ficará também a paixão de D. Estefânia por
queijadas e travesseiros da terra predileta do sogro, D. Fernando, embora nos
pareça impossível que assim não fosse.
Catorze meses após chegar a Portugal, D. Estefânia faleceria vítima de uma
angina diftérica causada pela forte exposição ao sol. Despedir-se-ia da vida a 17
de julho 1859, não sem antes deixar um pedido muito especial: que o dinheiro do
seu dote fosse aplicado na construção do primeiro hospital pediátrico do país.
Assim nasceria, mais tarde, o Hospital D. Estefânia, ainda hoje uma referência no
que toca aos cuidados pediátricos.
Escreveria D. Pedro V, após a morte da sua querida esposa: “O que eu sentia pela
minha Estefânia era mais do que amor; assemelhava-se à adoração por aquele
puro, piedoso e inocente ser que só sabia e só podia praticar o bem. A sua
natureza era perfeita de mais para o nosso mundo, qualquer coisa demasiado
bela e sublime para uma sociedade que, apesar de tudo, chorou por ela.”
Sara Rodi
Autora do romance “D. Estefânia – Um Trágico Amor”

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